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Crédito para microempresas pode alcançar R$ 10 bilhões

O governo federal irá lançar um programa de crédito a microempresas via Caixa Econômica Federal, que assumirá o risco de inadimplência para negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil que apresentarem histórico de bom pagamento no Simples, afirmaram duas fontes da equipe econômica à Reuters.
14/04/2020

Segundo as fontes, que falaram em condição de anonimato, cerca de 3 milhões de empresas poderão ser contempladas e a expectativa é de que o volume de crédito some R$ 10 bilhões, com carência nas parcelas iniciais e pagamento dos empréstimos em prestações alongadas.

O programa deverá sair nesta semana. A opção por canalizar os recursos via Caixa veio pela percepção de que a medida é urgente, em meio ao congelamento das atividades com as medidas de isolamento tomadas para frear o contágio pelo coronavírus.

“Tenho um cadastro de CNPJs de empresas ativas e operantes e que estão em dia com a Receita. Nada melhor do que dar uma reciprocidade a elas pelo fato de serem boas pagadoras”, disse uma das fontes.

Inicialmente, pensou-se em um modelo em que o Tesouro disponibilizaria os recursos para operações de crédito via bancos públicos. Para o desenho seguir adiante, contudo, seria necessário formatar a proposta e enviá-la ao Congresso, o que seria mais demorado.

Por ora, prevalece a ideia de ofertar às empresas um crédito equivalente a 30% de dois faturamentos mensais. Segundo uma das fontes, essa é a estimativa do valor, em média, que as empresas precisariam “para sobreviver”.

O Simples Nacional é um regime simplificado de arrecadação tributária que contempla micro e pequenas empresas, com receita bruta de até R$ 4,8 milhões ao ano.

A avaliação do governo, entretanto, é que os empreendedores que faturam mais de R$ 360 mil já foram contemplados pelo novo programa de crédito para a folha de pagamento, em que o Tesouro assume o risco majoritário de inadimplência para o financiamento de até dois salários dos empregados.

O programa de R$ 40 bilhões foi voltado para empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões. O Tesouro entrará com R$ 17 bilhões por mês e os bancos contribuirão com R$ 3 bilhões.

No fim de semana, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou que a delimitação no financiamento à folha ocorreu porque, abaixo do piso estabelecido para a receita bruta das empresas, o Banco Central não consegue identificar se os recursos estão sendo canalizados de fato para o pagamento de salários – uma das premissas do programa.

A segunda fonte ouvida pela Reuters pontuou que o governo precisa estender uma corda para as microempresas nesse momento de extrema dificuldade.

Grandes empresas – O socorro para as grandes companhias está em estudo, mas deve vir depois, pela percepção de que essas empresas dispõem de mais fôlego para atravessar os próximos dias. O governo também monitora se “soluções de mercado” não irão aparecer, com a compra de negócios por concorrentes. Muitos pequenos negócios, em contrapartida, estão na iminência de quebrar já em abril.

Segundo a Reuters apurou, a equipe econômica tentou pegar carona em projeto do senador Jorginho Mello (PL-SC) para emplacar sua proposta para as microempresas, que previa inicialmente aporte do Tesouro. Mas o substitutivo da senadora Kátia Abreu (PP-TO) aprovado no Senado acabou com escopo maior e mais complexo do que o demandado na crise, na visão dos técnicos da Economia.

Procurada, a Caixa Econômica Federal não se manifestou até o fechamento desta edição. (Reuters)


Bancos avaliam prorrogação do consignado

Brasília/São Paulo – O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou ontem que o setor estuda uma prorrogação para o crédito consignado e está focado em garantir crédito para a manutenção de empregos e empresas.

Em live com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), Sidney disse que os bancos estão sólidos e saudáveis, defendeu medidas de combate aos problemas emergenciais diante da crise do novo coronavírus e afirmou ainda que não é o momento de mudanças estruturais, como um aumento da carga tributária.

“Os bancos estão trabalhando intensamente para tentarmos estender a prorrogação que fizemos para outras linhas para o crédito consignado, quem sabe dando uma carência”, disse o presidente da Febraban.

“Estamos estudando isso de forma intensa há vários dias”, afirmou, acrescentando que ainda se discute uma solução para “problemas operacionais”.

Na semana passada, a Febraban havia informado que os bancos processaram mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas por dois a três meses, em linhas como crédito pessoal, imobiliário, automotivo e capital de giro.

Bradesco – O Bradesco provavelmente aproveitará um novo programa do Banco Central para conceder empréstimos a bancos usando suas carteiras de crédito como garantia, disse um de seus vice-presidentes em teleconferência ontem.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) abriu caminho para o plano, dizendo que permitirá que os bancos no País emitam R$ 650 bilhões em novos empréstimos em meio à pandemia do novo coronavírus.

Ainda assim, Cassiano Scarpelli afirmou não ter certeza se o Bradesco emitirá a dívida subordinada até o valor equivalente ao seu patrimônio líquido, teto permitido pelo novo regulamento.

Scarpelli disse que a nova linha é mais cara do que a taxa da sua principal fonte tradicional de financiamento, que equivale à Selic, mais 0,6% ao ano.

Na mesma teleconferência, o presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, disse que o banco deve fazer provisões adicionais para enfrentar aumentos futuros dos índices de inadimplência, mas não deu detalhes. Ele disse que 15% dos consumidores com dívidas que expiram no período desde o início do surto têm tentado adiar ou reduzir os pagamentos.



Fonte: Diário do Comércio

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